Não é a primeira vez que Cachoeira faz barulho em Brasília. Em 2004, ficou conhecido por ser o protagonista do primeiro escândalo político que marcou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, a crise foi aberta pela divulgação de uma gravação em que o então subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, negocia com Cachoeira o recebimento de dinheiro do jogo do bicho. Waldomiro era homem de confiança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que acabou caindo mais tarde em meio às denúncias do mensalão.
Suspeito de vários crimes, entre eles lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, Cachoeira, segundo interceptações telefônicas feitas pela PF, tinha ligações com diversos políticos de Goiás, entre eles o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O senador é alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética, acusado de colocar o mandato a serviço do bicheiro.
Convocado a depor à CPI que leva seu nome, Cachoeira se negou a responder às perguntas e apenas repetiu as mesmas frases: “Não vou falar nada”, “Vou usar o direito constitucional de ficar calado”, “Vou ficar calado”, “Não vou responder”. Mas deve voltar a depor à CPI depois de prestar esclarecimentos à Justiça. O bicheiro afirmou na ocasião que, se convocado após audiência em Goiás, irá responder aos questionamentos.
Fonte: Agencia O Glogo // IG