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A relação da pessoa com o mundo fica distorcida, e ela não responde aos estímulos de forma correta, segundo doutora da PUC-SP
Reunidos em um bar, amigos tentam uma aproximação com garotas da mesa ao lado. A beleza de uma delas encanta o que já bebeu algumas cervejas.
A garota, que também tem um copo na mão, corresponde às investidas. Depois da noitada, já sóbrios, a surpresa. Os rostos, antes atraentes, não parecem mais tão bonitos sem o estímulo da bebida.
Constrangido, o casal se despede com o mesmo pensamento: evitar da próxima vez sair com alguém depois de ter ingerido álcool. “A pessoa quando bebe não consegue distinguir nada com clareza. Sua relação com o mundo fica distorcida, ela não responde aos estímulos de forma correta. Em meio a essa confusão, o alegrinho vê simetria onde não há. Dessa forma, um rosto pode parecer bem mais bonito do que é de fato”, diz Maria Luisa, doutora do departamento de psicologia experimental da PUC-SP.
Explicação científica
O resultado de uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Roehampton, em Londres, corrobora o que diz a professora de psicologia.
Com a ajuda de 64 voluntários (33 homens e 36 mulheres), o cientista Lewis Halsey mostrou que a bebida pode, de fato, potencializar a beleza. A razão para isso são os efeitos do álcool sobre a percepção visual.
Simetria inebriante
Na pesquisa da Universidade de Roehampton, em Londres, os voluntários, na faixa dos 22 anos, passaram por uma sessão de bebedeira. Um grupo bebeu cinco taças de vinho duas horas antes do teste, outro grupo não bebeu nada.
Todos tiveram que olhar para 40 fotos, cada uma com dois rostos, e apontar qual era o mais simétrico. A turma dos abstêmios apresentou clara preferência pelos rostos simétricos, o que não ocorreu de forma tão evidente entre os embriagados.
Atração fatal
Em 2008, cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, fizeram a experiência com 84 alunos. O grupo que bebeu cerveja ou vinho analisou fotografias de pessoas da mesma idade e sexo. Eles avaliaram as pessoas retratadas como mais atraentes do que os participantes do grupo que tinham tomado bebida sem álcool. O estudo foi publicado na revista “New Scientist”.
A relação da pessoa com o mundo fica distorcida, e ela não responde aos estímulos de forma correta, segundo doutora da PUC-SP
Reunidos em um bar, amigos tentam uma aproximação com garotas da mesa ao lado. A beleza de uma delas encanta o que já bebeu algumas cervejas.
A garota, que também tem um copo na mão, corresponde às investidas. Depois da noitada, já sóbrios, a surpresa. Os rostos, antes atraentes, não parecem mais tão bonitos sem o estímulo da bebida.
Constrangido, o casal se despede com o mesmo pensamento: evitar da próxima vez sair com alguém depois de ter ingerido álcool. “A pessoa quando bebe não consegue distinguir nada com clareza. Sua relação com o mundo fica distorcida, ela não responde aos estímulos de forma correta. Em meio a essa confusão, o alegrinho vê simetria onde não há. Dessa forma, um rosto pode parecer bem mais bonito do que é de fato”, diz Maria Luisa, doutora do departamento de psicologia experimental da PUC-SP.
Explicação científica
O resultado de uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Roehampton, em Londres, corrobora o que diz a professora de psicologia.
Com a ajuda de 64 voluntários (33 homens e 36 mulheres), o cientista Lewis Halsey mostrou que a bebida pode, de fato, potencializar a beleza. A razão para isso são os efeitos do álcool sobre a percepção visual.
Simetria inebriante
Na pesquisa da Universidade de Roehampton, em Londres, os voluntários, na faixa dos 22 anos, passaram por uma sessão de bebedeira. Um grupo bebeu cinco taças de vinho duas horas antes do teste, outro grupo não bebeu nada.
Todos tiveram que olhar para 40 fotos, cada uma com dois rostos, e apontar qual era o mais simétrico. A turma dos abstêmios apresentou clara preferência pelos rostos simétricos, o que não ocorreu de forma tão evidente entre os embriagados.
Atração fatal
Em 2008, cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, fizeram a experiência com 84 alunos. O grupo que bebeu cerveja ou vinho analisou fotografias de pessoas da mesma idade e sexo. Eles avaliaram as pessoas retratadas como mais atraentes do que os participantes do grupo que tinham tomado bebida sem álcool. O estudo foi publicado na revista “New Scientist”.