Professores da rede particular de ensino em Petrolina decidirão nesta quarta-feira (30) se paralisam ou não suas atividades. A categoria vai se reunir em mais uma assembleia ordinária, que acontecerá às 8h30 no Centro Diocesano.
Promovido pelo Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro-PE), o encontro faz parte das discussões em torno da campanha salarial da categoria, que acontecem desde o mês de abril e devem se encerrar no final de junho.
Segundo a coordenadora da Regional do Sinpro-PE, Vanessa Chaves (à esq.), professores de Petrolina, Cararu (no Agreste) e Recife (na Região Metropolitana) já haviam decidido, na assembleia anterior, por um estado de greve porque não houve avanço nas negociações com o Sindicato Patronal. “Chegamos a um momento crucial. A assembleia (de hoje) possivelmente vá colocar a categoria em greve, de fato”, informou.
Ratificando as palavras de Vanessa, a diretora regional da entidade, Nivalda Dantas Gondim (à dir.), ressalta que os professores estão engajados na luta, já que mobilização foi feita junto a sete estabelecimentos da rede particular – entre eles tradicionais colégios da cidade. “Eles irão à assembleia de preto e prontos para fazer um apitaço pelas ruas, se for decidido pela greve”, explicou.
Pauta
O principal item da pauta de reivindicações é o reajuste salarial. Mas o Sinpro-PE quer ampliar também a estabilidade para professoras gestantes, uma vez que após a licença-maternidade (de quatro meses), essas profissionais podem ser demitidas pelo colégio depois do quinto mês.
Outro ponto reivindicado pelo sindicato é não só o aumento no valor percentual de graduação por formação, mas que esse percentual seja estendido para os professores do ensino infantil. “Nem todas as escolas pagam o percentual aos professores”, revelou Vanessa. A lista consta, ainda, de garantias ao direito dos educadores que ainda estão em processo de estágio e a Lei do Aviso Prévio, a qual traria mais estabilidade aos professores. “Hoje nós só temos a garantia de não sermos demitidos durante o período do dissídio (campanha salarial)”, argumentou.
Fonte: Blog Do Carlos Britto