O juiz eleitoral Vanderley Andrade de Lacerda da Comarca de Casa Nova e
Sobradinho, proibiu na tarde desta terça feira a reunião agendada para a
entrega do projeto do novo hospital que será construído pela CHESF em
parceria com o Governo do Estado e prefeitura municipal.
Segundo informações do prefeito, o pedido foi feito pelo candidato Luiz
Vicente Berti: “Ordem judicial se cumpre” – disse Genilson Silva,
visivelmente constrangido com a decisão que criou embaraços com os
visitantes, entre eles o Presidente da CHESF, João Bosco de Almeida –
“Conhecemos nossas limitações em época eleitoral e não iriamos
comparecer ao ato de apresentação do projeto à comunidade. O ato
administrativo era da CHESF e do Governo do Estado. A decisão foi no
final da tarde, impossibilitou qualquer pedido de reconsideração. Só nos
restou obedecer e agora pedir desculpas aos nossos visitantes por esse
constrangimento”.
Ao final da reunião, realizada a portas fechadas no gabinete do
prefeito, o Secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla afirmou que “a
construção do novo hospital de Sobradinho é a continuação dos
investimentos na área de atenção básica à saúde, integrando-o ao
principal polo de saúde que é Juazeiro”. Para Solla a recuperação da
unidade hospitalar de Sobradinho é antiga e “não dá conta das
necessidades e regulamentação para o ambiente hospitalar. Vamos
aproveitar esta parceria com a CHESF, que assume o custo da construção, o
governo do estado vai equipar e mobiliar e a prefeitura executará os
projetos complementares. Acredito que até o final do ano tenhamos o
hospital funcionando”.
Ressaltando que esta é a primeira vez que o governo do estado
estabelece uma parceria com a CHESF “em razão do empenho do prefeito”,
Solla descreve o hospital como um “conjunto hospitalar moderno, coerente
com os novos programas do Ministério da Saúde. O Presidente da CHESF,
João Bosco de Almeida, acompanhou o secretário Jorge Solla.
Revolta
Um grande multidão aguardou o secretário Jorge Solla e o Presidente da
CHESF até às 18 horas, quando informados da decisão judicial saíram em
caminhada na Vila São Francisco, demonstrando insatisfação com o
cancelamento da solenidade de apresentação do projeto de reforma do
hospital. Entre os comentários destacou-se o de um popular frustrado no
seu desejo de ver o projeto do novo hospital: “Soube que festejaram o
impedimento da solenidade, porque imaginam que sem o ato a obra não será
iniciada, mas eles se enganam”, refletindo o sentimento reinante na
comunidade de que o pedido de proibição do ato foi uma tentativa de
impedir a reforma do hospital.